ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)

Desenvolvimento linguístico dos portadores de Síndrome de Williams

Posted on: 18/03/2010

Compreensão das Palavras

O excelente vocabulário expressivo é uma característica marcante das crianças com SW. É frequente as crianças utilizarem palavras e frases pouco usuais, provavelmente devido à combinação entre as excelentes capacidades de memória auditiva e alguma dificuldade com o processamento da linguagem, o que vai resultar na codificação da linguagem em pedaços. A boa memória a para a informação faz com que a criança com SW aprenda determinada informação e a retenha com relativa facilidade. Isto aplica-se a material acadêmico mas também a acontecimentos, nomes, etc. A exceção aplica-se a matéria que contenha informação espacial como as letras, esquerda e direita, encontrar direções, que podem ser conceitos difíceis de aprender durante algum tempo.

A sensibilidade auditiva que pode ser utilizada para desenvolver as competências de leitura. A abordagem fonética à leitura é frequentemente bem sucedida já que a criança consegue ouvir prontamente os sons das letras (especialmente o início e o fim) e utilizá-las para desenvolver as capacidades de procura de palavras.

A capacidade para retirar informação de imagens como fotografias, ilustrações e vídeos, que deve ser utilizada como ferramenta de ajuda para acompanhar o ensino verbal. As crianças com SW estão frequentemente motivadas para trabalhar com material que utiliza a imagem. A abordagem da palavra como um todo para o ensino da leitura pode ser utilizada para aumentar e complementar a abordagem fonética. O amor e a sensibilidade para a música pode ser ajudar nas experiências sociais, como passatempo, etc., e pode ser incluído no currículo da linguagem e da matemática. As crianças mostram boa competência na memória auditiva a curto e a longo prazo o que deve ser capitalizado para o ensino da leitura. Mostram grande motivação para interagir socialmente o que pode ser utilizado no ensino. Por exemplo, a criança pode ficar junto de um colega para trabalhar em dupla.

Exemplos de Estratégias na primeira infância:
Enquanto estiver fazendo qualquer coisa com o bebê, como vesti-lo ou dando banho, tente falar para ele sobre o que está fazendo. Faça-lhe perguntas mesmo sabendo que tem que responder por ele. Mostre-lhe coisas e descreva-as, explicando-lhe para que servem. Os bebês têm que absorver os padrões do discurso assim como os sons individuais. Se ouvirem falar, aprenderão depressa que as pessoas falam uma de cada vez, com pausas entre elas. Quando o bebê começa a fazer sons deliberados, pode ajudá-lo a praticar um “conversação”, dizendo qualquer coisa, pausa e depois espera pela resposta. Quando ele responder, você replica. Quando compreende algumas palavras e começa a “pedir” as coisas com sons e gestos, pode tornar isto um jogo. Sente-se em frente ao bebê no chão, coloque uma bola ou outro brinquedo em frente dele, depois levante as suas mãos e peça-lhe que lhe dê a bola. Se ele o fizer, faça-a rolar de volta e repita. Quando ele compreender, espere que ele a peça antes de a rolar de volta. Escolha um objeto que o bebê possa ver e que conheça o nome e peça para ele ir buscar-lo, aponte se necessário.

Áreas de Dificuldades
Algumas atividades e metodologias de ensino podem ser particularmente difíceis para as crianças com Síndrome de Williams.

1.4 – Tarefas que requerem motricidade fina ou integração visuo-motora: tarefas com papel e lápis (especialmente escrever e desenhar); aprender a amarrar o tênis; contar objetos numa imagem.

Algumas Estratégias:
1- Utilização do computador como ferramenta de trabalho para tentar diminuir o trabalho de papel e lápis.
2- Minimizar as exigências de trabalho com papel e lápis.
3 – Minimizar as atividades de traço.
4 – Utilizar um elástico em volta do lápis ou caneta para que os dedos não tapem o que está fazendo
5 – Utilizar canetas mais grossas, por exemplo com ponta de feltro, porque a criança exerce pouca pressão com a caneta / lápis. Se for difícil escrever o nome, permita um carimbo com o nome ou escrever só a primeira letra.
6 – Utilizar objetos reais para a contagem em vez de objetos numa imagem.
7 – Encorajar os pais a fazer adaptações na roupa para promover a independência, (Ex. velcro em vez de cadarço e de botões para as calças.)

2.4 – Tarefas que requerem análise espacial: distinção de letras, principalmente as reversíveis (“b” – “d”); distinguir a esquerda da direita; dizer as horas com um relógio normal; orientar-se na página de trabalho se contiver muita informação.

Algumas Estratégias:
1 – Simplifique a quantidade de material apresentado na folha de trabalho (um ou dois problemas ou palavras por página).
2 – Utilize as capacidades de memória auditiva e para aprender através de imagens para ensinar a leitura (Método Fonomínico Jean Qui Rit).
3 – Encoraje a criança a memorizar imagens e histórias seguindo o texto.
4 – A abordagem da palavra como um todo é frequentemente bem sucedida, mas deve ser utilizada de maneira flexível, com histórias ditadas e não escritas pela criança.
5 – Ajude a criança com pistas auditivas para realizar os exercícios de escrita (o “b” vai para baixo, depois sobe e roda”).

3.4 – Procura de palavras. Para algumas crianças esta situação verifica-se em situações em que têm que responder a uma pergunta com uma única resposta, para outras é um problema também no discurso espontâneo.
– Muitas crianças “rodeiam a palavra”. Esta estratégia por vezes parece resultar em linguagem que não faz sentido. A criança pode começar a falar de uma coisa, tem dificuldade em lembrar da palavra que necessita, e utiliza outra frase qualquer relacionada, continuando a falar desta e não do assunto inicial.

Algumas Estratégias:
1 – Pistas fonéticas (dê à criança o primeiro som da palavra que se segue).
2 – Encoraje a criança a utilizar a visualização como pista. (Exemplo: “Como era ?”)

4.4 – Aprender algumas competências de matemática: moedas / dinheiro / conceitos temporais; e coluna de números (dois dígitos). – Realizar operações aritméticas e compreender os respectivos princípios.

Algumas Estratégias:
1 – Adaptar materiais.
2 – Utilizar blocos para contagens.
3 – Realizar actividades físicas com contagem.
4 – Separar o ensino dos conceitos matemáticos da escrita dos números.
5 – Relógios digitais.
6 – Calculadora.
7 – Conceitos temporais através da personalização (ligar o tempo com as atividades de rotinas).
8 – Utilização de calendários de parede, com horários diários, semanais e mensais com acontecimentos importantes.
9 – Seja flexível com o currículo, evite ser rígida com os pré-requisitos.
10 – Muitas crianças podem não aprender o valor das moedas mas devem seguir para a fase seguinte do currículo onde podem ter maior sucesso.
11 – Utilizar dinheiro real e não de brincar e mostrar a sua utilização em situações diárias como uma ida ao supermercado.

DESENCORAJANDO EXCESSIVO TAGARELISMO E FALA IMPRÓPRIA
Se uma criança tem um assunto favorito sobre o qual ela fala repetidamente (por exemplo trens, enfermidade), ou um jogo de perguntas que ele sempre repete, pode ser aconselhável para o pessoal da escola ignorar quando ele começa a falar desse assunto favorito. Se eles sempre responderem a cada questionamento a criança será encorajada lhes perguntar novamente e novamente!

Pais, professores e outros adultos poderiam fazer uma regra também para responder as perguntas da criança UMA VEZ mas IGNORAR perguntas repetitivas e se afastar da criança ou MUDAR O ASSUNTO imediatamente e passar para tópicos que são mais pertinentes.

Outra estratégia útil é insistir, quando sua pergunta foi respondida e ele volta a perguntar mais uma vez, que ELE repita a resposta que já foi determinada.

Uma aproximação CONSISTENTE é importante, assim peça para todos os adultos que adotem a mesma estratégia exatamente em casa como também na escola. Com tais métodos, deve aumentar sua fala socialmente apropriada rapidamente e diminuir sua fala imprópria.

ENSINANDO VISÃO DE ESPAÇO E HABILIDADES MOTORAS:

SUGESTÕES PARA CAPITALIZAR AS FORÇAS DA CRIANÇA
É interessante encorajar a criança a falar cada passo de um exercício enquanto está executando, falando alto o que está fazendo. Isto pode lhe ajudar a enfocar a atenção na tarefa em mão e também pode prover reforço verbal. Introduza materiais pedagógicos que usam objetos e temas que a criança está especialmente interessada para motiva-la a trabalhar em tarefas pelas quais ela pode não se interessar diretamente. Por exemplo, se ela é fascinada por carros ou máquinas consiga que ela trabalhe fazendo cópias e desenhando esboços destes. Ela praticara mais com lápis e papel se lhe pedem que desenhe algo que está interessada em lugar de qualquer outro objeto ou forma.

Tente incorporar música em exercícios motores brutos e bons apropriados como equilibrar, jogo de bola, enfiando contas etc. Batendo palmas a música e batendo instrumentos musicais também podem ser usados para encorajar desenvolvimento da percepção motora mais cedo.

Há muitos programas de computador agradáveis disponíveis para crianças de ajuda para desenvolver habilidades.

Fonte: www.swbrasil.org.br

6 Respostas to "Desenvolvimento linguístico dos portadores de Síndrome de Williams"

visitei esse site e gostaria de saber como educar uma crianca de sindrome de willians ,trabalho em um abrigo e cuido de uma crianca de 5 anos ja constatado a sindrome ,desde ja obrigado

Olá Denilse,
há algumas dicas no blog, no link: https://inclusaoaee.wordpress.com/category/sindromes/sindrome-de-williams-sindromes
E você também pode acessar o site: http://www.swbrasil.org.br, para obter mais informações!
abç,
Angélica

Olá!

As informações contidadas no site são ricas e com certeza ajudarão muitas pessoas que trabalham com portadores de SW. Sou professora da rede publica de sp e comecei a pesquisar as caracteristicas da SW pois tenho uma aluna de 5 anos, que aparentemente apresenta tal sindrome. Nada confirmado, apenas meus registros levaram-me a esta reflexão. Ela possui a fisionomia muito parecida e o comportamento me impressionou. Fico angustiada a cada dia, pois não consigo ainda compreende-la ela idem. Como começar uma conversa com a família com respeito e confiança, a procurar um diagnostico?

obrigada

Olá,
obrigada pela visita e comentário no blog!
Se há a suspeita de que a criança tem alguma deficiência ou síndrome,
é necessário chamar os responsáveis para realizar uma anamnese (há um
modelo no blog) e coletar informações sobre o desenvolvimento da
criança desde a gestação.
A conversa tem que ser franca e, de preferência, juntamente com a
coordenação e/ou direção da escola.
Após esse primeiro passo, e com o consentimento da família, a escola
deve fazer um relatório e encamimhar a criança para os serviços
especializados na área da saúde, pois o diagnóstico é feito por uma
equipe multidisciplinar (neuro, psiquiatra, geneticista etc.).
abç,
Angélica

visitei o blog muito interessante a informação estamos trabalhando com uma criança com esta síndrome onde fiquei em busca de ajuda para poder desenvolver o nooso trabalho.

Olá Raimunda,

obrigada pela visita e comentário no blog!Espero que os materiais postados lhe ajudem!!!

abç,
ANGÉLICA

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Imagem retirada de: http://trocandoideiassobreportadoresdedm.blogspot.com/2007_04_01_archive.html

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